Olá, amigos!
Esta semana estréia este blog com dicas sobre a língua portuguesa. Meu objetivo é esclarecer as principais dúvidas que surgem em sala de aula e também nas situações cotidianas.
Os futuros posts serão, na maioria das vezes, sugestões de meus alunos, mas pedidos dos demais visitantes também serão atendidos.
Nesse primeiro post falaremos de uma confusão bastante comum no emprego dos verbos fazer e haver.
Fazer
Para não errar, observe se o verbo fazer está exprimindo tempo. Se for o caso, você estará diante de um verbo impessoal, sem sujeito, ou seja, não será preciso concordar com qualquer termo da oração, ficando sempre no singular. Então, nada de dizer fazem vinte e um dias...
Diga corretamente: Hoje faz vinte e um dias que Isabella Nardoni, de 5 anos, foi agredida e asfixiada pela madrasta.
Mesmo que o verbo fazer forme uma locução com um verbo auxiliar a regra continua valendo: Vai fazer vinte e dois dias que Isabella Nardoni...
A concordância deve acontecer, no entanto, caso a oração tenha um sujeito: Amiguinhos de escola fizeram uma homenagem para Isabella...
Haver
O verbo haver também é impessoal sempre que empregado no sentido de existir. Não tem, portanto, sujeito. Não diga haviam muitas pessoas na missa de sétimo dia de Isabella...
De acordo com a língua padrão, culta, diga corretamente: havia muitas pessoas...
Lembre-se de que mesmo no caso de haver formar uma locução verbal a regra se mantém: Deve haver mais de quinhentas pessoas na missa...
A concordância será normal sempre que o verbo haver puder ser substituído por ter: Os peritos haverão de encontrar o(s) culpado(s)/ Os peritos terão que encontrar...
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